sábado, 4 de junho de 2011
Arycl� de Castro Muniz (1928-2011)
quarta-feira, 18 de maio de 2011
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Rio de Janeiro,
minha alma chora, e a de todos n�s brasileiros, ao imaginar o medo e a ang�stia - incomensur�veis - a corroer o cora��o dos cariocas nesses dias.
Ao corroer o cora��o de todos n�s cariocas - porque sim, se somos brasileiros, somos tamb�m, para sempre, cariocas. S� entendemos o Brasil quando come�amos, ou terminamos, no Rio, sua mais perfeita tradu��o e s�ntese.
Por isso hoje choro, de corpo e alma. Vejo ve�culos incendiados em lugares por onde vivi, onde passava todo dia, ou toda semana, quando morava l�: a duas quadras de onde morei em Laranjeiras, no buraco entre os t�neis dos irm�os Rebou�as, na Cidade (que carioca n�o fala Centro), pior ainda na Penha, onde trabalhei tantos anos, no Get�lio Vargas e no M�rio Kr�eff.
(N�o preciso imaginar o desespero dos colegas m�dicos: vez por outra eu ou minha esposa fic�vamos retidos at� o dia seguinte nos hospitais).
Imediatamente pensei em quem estaria de plant�o por l�, amigos meus. Pensei nos meninos do morro que cuidavam dos carros, na ladeira do Getuli�o, na m�e que se desesperou ao ver o filho baleado, mas est�vel, aguardando cirurgia. Lembrei do tamb�m amigo Dom Rafael, ali na Igreja da Penha; seria que estar� l�, em sua resid�ncia, retido tamb�m o bom Bispo? E meus filhos, na Zona Sul?
Que a proximidade do alto o ilumine, e a tantos outros, para que possam pedir aos C�us por todos n�s, os que l� estamos e os que aqui de foram, assistem, apavorados, ao "oriente m�dio" brasileiro.
"Imagens que eu guardo na mem�ria", diria a poeta.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
A Porn Food e o Futuro da Televis�o (espelho)
| A Porn Food e o Futuro da Televis�o | para todos |
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Porn Food OU O Futuro da Televis�o
sábado, 8 de maio de 2010
O dia em que confundiram o Alem�o com Mick Jagger
O MIB com um cartaz onde se lia "MIck Jagger" foi a primeira coisa que ele viu, assim que saiu da �rea reservada em dire��o ao sagu�o - um daqueles momentos em que a piada vem pronta, r�pida, quase imediata. Olhou para o homem sem parar de caminhar, abriu um sorriso discreto e fez um sinal - universal - com a cabe�a, como se fosse o pr�prio. O pr�prio Mick Jagger.
O pobre homem fez men��o de ir ao seu encontro quase ao mesmo tempo em que as pessoas come�aram a rir, atropelando sua inten��o no reconhecimento da brincadeira. Alem�o seguiu em frente, c�lere, rindo com a esposa e o primo, imaginando como tudo se torna ir�nico quando algu�m destacado para buscar Mick Jagger no aeroporto n�o tem a m�nima ideia de quem ele seja ou como se pare�a.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Quando eu levanto a minha voz,
Quando eu levanto a minha voz,
perco.
Quando eu levanto a minha voz,
ainda que cheio de raz�o,
perco.
E o que fica � o estrondo
os decib�is que explodem
acima de nossas cabe�as.
Quando eu levanto a minha voz,
perco
- exce��o feita a aquele momento em que
do meio da multid�o, ela se eleva.
Mas mesmo ent�o,
perco,
se n�o consigo dizer nada,
n�o,
se ningu�m ouve nada,
ou se eu falo sem raz�o.
(por isso tudo tenho andado calado, a me perguntar onde est� a minha voz, o destempero e a empolga��o; penso, repenso e calo, fundo, silente, inerte, em v�o)
At� mesmo este poema
- torto, tamb�m pudera,
vindo da boca de quem vem -
poderia ser n�o.
(leio no jornal not�cias sobre o coletivo Wu Ming e a� � que me pergunto, de vez, quem foi que me deu permiss�o, a quem interessar possa, por que que a gente � assim, e fala tanto - com ou sem raz�o)
