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Crian�as com c�ncer ficam sem tratamento em PG | |||
Pacientes s� recebem atendimento na cidade quando � caracterizado caso de emerg�ncia; crian�as precisam fazer sess�es de quimioterapia em Curitiba | |||
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Enquanto se fala em grandes obras no setor de sa�de, pacientes ainda reclamam de falta de atendimento nas estruturas que j� existem em Ponta Grossa. Uma parcela da popula��o que permanece sem aten��o s�o as crian�as com c�ncer. A chamada 'oncologia pedi�trica' n�o existe no munic�pio, e todo paciente que necessite de tratamento precisa se deslocar at� Curitiba, em hospitais como o Pequeno Pr�ncipe. De acordo com o vereador e m�dico Pascoal Adura, que fez visitas recentemente a diversos hospitais, a Santa Casa j� realizou esse atendimento, e possui equipamentos e disposi��o para atender a esse p�blico. Mas ainda falta a autoriza��o do Minist�rio da Sa�de para realizar o servi�o, desativado h� muitos anos. "Hoje as pessoas t�m que enfrentar fila do Paran� inteiro, porque hoje existem apenas dois oncologistas pedi�tricos em Ponta Grossa, que prestam atendimento no Hospital da Crian�a e que est�o dispostos a dar esse atendimento", diz Pascoal. Segundo o vereador, o ideal seria fazer um conv�nio entre Santa Casa e o Hospital da Crian�a. Mas isso vai depender de diversos fatores. O presidente da Comiss�o de Instala��o do Hospital Regional, Adroaldo Ara�jo, informa que a nova estrutura tamb�m ainda n�o prev� o tratamento de oncologia pedi�trica. � essa morosidade e aparente falta de empenho do poder p�blico que preocupam Denise Grachinski Frasson. Em outubro de 2009, depois de duas semanas recebendo tratamento para alergia respirat�ria, seu filho de cinco anos foi diagnosticado com leucemia. Numa emerg�ncia, ficou internado na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital da Crian�a por 21 dias. Em seguida, deu continuidade ao tratamento no Instituto Sul Paranaense de Oncologia de Ponta Grossa (Ispon). Mas agora ela luta para manter a realiza��o do tratamento na cidade, onde s� s�o atendidos casos emergenciais. "O tratamento nos hospitais de Curitiba � excelente. O problema � o deslocamento que precisa fazer. Al�m do desgaste financeiro, tem um desgaste f�sico e emocional muito grande. Nesse momento a crian�a e os pais ficam numa situa��o de muita fragilidade", explica Denise. "Ter o tratamento em Ponta Grossa � de extrema import�ncia, assim como treinar os pediatras para o diagn�stico correto de casos de c�ncer. Precisamos de menos obras, e mais aten��o ao tratamento", diz. Tratamento era pouco eficiente De acordo com o secret�rio municipal de Sa�de, Winston Bastos, deve fazer cerca de 20 anos que a cidade n�o possui atendimento de oncologia pedi�trica. "Mas, na verdade, Ponta Grossa nunca teve esse tratamento, porque era algo muito incipiente. Faltavam profissionais", afirma. M�nica Lankszner � oncologista pedi�trica do Ispon, e reconhece a grande falha no atendimento a esses pacientes na cidade. "Hoje todas as crian�as s�o encaminhadas para Curitiba. Mas, da nossa parte e do Ispon, existe o interesse de realizar esse tratamento. A demanda existe, com certeza. Falta apenas o credenciamento", diz. |